⭐ Exclusivo
Aliou Cissé eleva fasquia dos Palancas Negras
A Federação Angolana de Futebol deve criar todas as condições para que o treinador trabalhe sem sobressaltos
Nunca fez tanto sentido quanto agora o adágio popular que apregoa: "depois da tempestade vem a bonança". A direcção da Federação Angolana de Futebol (FAF) ainda tem na memória e sente na pele as dores das feridas causadas pelas críticas generalizadas lançadas ao presidente Fernando Alves Simões e sua "cúpula", devido a uma sucessão de eventos que fizeram moça aos agentes desportivos, particularmente do futebol.
Aliás, "quem não sente não é filho de boa gente". Pois bem! Para trás ficam as lições. Porquanto, o passado também desempenha o papel polissémico de professor e de remédio. Coloca tudo no devido lugar. Cada experiência age em silêncio e deixa ensinamentos valiosos para a vida.
Nessa senda, julgamos que a FAF aprendeu a não medir a profundidade do rio com os dois pés. Os anos iniciais do mandato ensinaram sumários importantes, terão também moldado carácteres anteriormente colocados em causa.
A vinda à Selecção Nacional de Honras do renomado treinador, Aliou Cissé, carrega uma oportunidade única de fazer certo tudo que não esteve nos carris na primeira viagem. Ficou evidente que a trocar o pneu com o carro em movimento pode ser fatal para o condutor, passageiros e concomitantemente para todos "automobilistas".
A dimensão de Cissé, conquistada fruto do seu trabalho e talento, exige uma organização excelente à FAF. A todos os níveis. Não há meio termo e muito menos arranjos desajustados. O técnico senegalês, tal como o título desta crónica sugere, eleva indubitavelmente a fasquia dos Palancas Negras.
De nada adiantará ter um treinador do pedigree do actual Seleccionador Nacional se as condições de trabalho e nível organizativo não acompanharem a exigência que se impõe.
O tempo de contrato assinado pressupõe a construção, com todas as bases, um projecto a longo prazo. Aliás, Cissé tem na sua folha de serviço, com excepção à Líbia, trajectória longa à frente da selecção do Senegal. Foram 10 anos a comandar os Leões de Teranga.
Portanto, trabalhou, e os resultados levaram tempo. Daí que conquistou o CHAN e CAN com os senegaleses. Como atleta foi de nível top. Aliás, é ídolo no PSG, sem contar as outras equipas como Lille e, por diante.
A Federação Angolana da modalidade deve, à semelhança do elenco cessante, implementar a figura de Director para as Selecções, cargo anteriormente ocupado por Artur Vilinga. Com isso, entre várias responsabilidades, fará:
• Criação da estratégia nacional de futebol, incluindo o desenvolvimento técnico das categorias de formação até à equipa principal;
• Gestão do pessoal, responsável pela Seleção, avaliação de treinadores e equipas técnicas;
• Planeamento e logística: Organização do calendário de jogos, estágios, viagens e a logística para competições internacionais;
Gestão orçamental: administrar o orçamento destinado às selecções, garantindo a eficiência dos recursos à sua disposição, só para citar estes.
Deste modo, o vice-presidente para as Selecções Nacionais para lá de outras tarefas, supervisorá as acções adjudicadas ao Director, que a posterior fará o relatório ao presidente do organismo reitor.
Relativamente as despesas com o treinador, há muitos questionamentos. Contudo, diz o ditado popular: "passarinho que engole pedra confia no tamanho da sua garganta". Portanto, a semente está lançada.
Cabe à Federação cuidar, regar e acarinhar para que a vinda de Aliou Cissé não seja efémera e muito menos improdutiva. Agora, de uma coisa estamos certos: a FAF trouxe um grande treinador. A esta hora, muitos adeptos estão contentes.
📌 Relacionadas
💬 Comentários (0)
Faz login para comentar.
Entrar / RegistarAinda não há comentários. Sê o primeiro!



