Selecções Nacionais de Futsal e Futebol de Praia merecem apoios
Caros dirigentes da FAF, não sejam apenas «heróis da foto», como cantou o astro Paulo Flores

O país «dormiu e acordou» feliz face às vitórias das Selecções Nacionais de Futsal e de Futebol de Praia. Os bravos rapazes do futsal conseguiram, ontem, um feito inédito: venceram o Egipto de virada e terminaram a fase de grupos invictos, na primeira posição da Série B, com nove pontos. Com este desempenho, têm agora a possibilidade de disputar a grande final diante do anfitrião Marrocos, caso a selecção marroquina confirme o seu favoritismo nas meias-finais frente aos egípcios, no CAN de 2026.
É a primeira vez que a Selecção Nacional alcança tal desiderato. É obra!
Paralelamente, a equipa nacional de Futebol de Praia alcançou um apuramento extraordinário para a fase final do Campeonato Africano das Nações, após vencer o Egipto por 5-4 no resultado agregado.
Obviamente, estes feitos merecem o reconhecimento de todos os angolanos, sobretudo da estrutura directiva da Federação Angolana de Futebol (FAF), que tem a obrigação de assegurar as condições necessárias, desde a logística aos prémios de jogo, passando pelas diárias e por outros incentivos.
«Uma casa não pode ter filhos e enteados». Naturalmente, reconhecemos e valorizamos as especificidades de cada uma das Selecções Nacionais. Contudo, defendemos um princípio fundamental: a justiça baseada no equilíbrio.
Este princípio, defendido pelo filósofo grego Aristóteles — «tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual, na medida das suas desigualdades» —, exige uma gestão capaz de promover a satisfação colectiva, respeitando as diferenças sem perder de vista o preceito moral da equidade.
Caros dirigentes da FAF, não sejam apenas «heróis da foto», como cantou o astro Paulo Flores. Esta expressão remete-nos para os falsos heróis e para as figuras que se aproveitam do sofrimento, das lutas e das conquistas dos jogadores para ganharem protagonismo.
Criem todas as condições necessárias e façam chegar o apoio devido aos bravos guerreiros que tão bem têm sabido representar o país nos diversos palcos desportivos. Devolvam-lhes as alegrias que nos proporcionam!
Não queremos, de modo algum, apregoar a ideia de que, para fazerem algo pelo país, os jogadores devem ser pagos. Aliás, como diz o conhecido lema militar: «A Pátria aos seus filhos não implora, ordena». No entanto, deve existir uma retribuição justa pelo esforço, pela dedicação e pelos resultados alcançados. Isso incentiva, engrandece e valoriza!
Bem-haja, Angola! Parabéns, rapazes! Força, Angola! 🇦🇴🇦🇴🇦🇴
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